Segunda-feira ao Sol
- Maxx Figueiredo
- 4 de jun. de 2020
- 2 min de leitura
Sobre o argumento: "Armas não matam, o que matam são pessoas." Matam até sem armas, com um tijolo, uma caneta, uma bactéria, matam pessoas que nem conhecem, pessoas de outros países, matam de muitas maneiras. Por ódio, por amor(seu entendimento de amor), por poder, vingança, fome, desespero, ganância, inveja, tantos motivos que fica mais fácil separar os motivos pelo qual as pessoas salvam vidas. Além do dever da profissão, profissão que salva vidas, na mente da pessoa comum, num planeta como o nosso, nos tempos de hoje, ajudar o outro, salvar uma vida, tem um custo muito alto, viver se tornou uma competição, onde a existência do outro é uma tentativa de inexistência da sua vida. Não mais coexistimos. Existir se tornou ofensa, ameaça. Famílias estão cada vez menores. Antes se tinham 20 filhos para que eles pudessem cuidar dos pais. Em famílias mais podres, essa quantidade era pra garantir que 1/3 chegasse a maioridade sem morrer antes. Como uma insistência na existência. Hoje existir está cada vez mais provisório. Mais banal. Usando a máxima de que a existência precede a essência, nesse ritmo de Thanatos, a essência se vai. O propósito deixa de fazer sentido. Culpamos os meios, armas de fogo. Mas essas armas, matam menos, comparadas as outras armas: descaso, ignorância, negligência, soberba, corrupção, a lista é grande.
Para terminar com uma nota mais alegre, perceba se não estás usando armas também, perceba se já não matou alguém de alguma forma, como se sentiu, e procure entender a mente humana. Não a sua ou a do política que você ama odiar, ou idólatra. Mas a mente humana que tenta sobreviver, e mata quando sente fome, mata quando não é amado, mata quando não teve estudos pra resolver situações difíceis, mata quando não tem dinheiro, ou nome limpo pra entrar em financiamento, mata pra existir. E para isso, ela o faz desde posts no Facebook, até medidas provisórias que impedem você de tomar sol sentada em um paralho. Pessoas matam, usam de armas pra acelerar o processo. Estamos numa guerra invisível de poder, uma guerra silenciosa, onde aquele que sai às ruas é reprimido pelas próprias pessoas que também estão reprimidas. Estado de pussilanime. Medo generalizado, terrorismos psicológico, resistência em oferecer segurança e hospitais pra manutenção da vida. Hoje estou economicamente sem garantias futuras, tentando acompanhar não a política, mas a essência da vida e onde ela está. Momento de cuidar da cabeça, da subexistência, auto suficiência e técnicas de sobrevivência.
"Enquanto houver sol
Ainda haverá."





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