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Coronamau e os 3 porquinhos

  • Foto do escritor: Maxx Figueiredo
    Maxx Figueiredo
  • 4 de jun. de 2020
  • 4 min de leitura

ERA UMA VEZ... um vírus, um vírus terrível que invadiu a floresta! Três porquinhos gordinhos resolveram construir 3 hospitais. O primeiro fez um hospital de palha, com 10 caminhas e 10 respiradores, que não serviam para os pacientes de CoronaMau. Mas, como na floresta, ninguém sabe o que é um respirador, deixou por isso mesmo. Subiu em duas tartarugas mortas pelo CoronaMau, e começou a anunciar ter sido o primeiro porquinho a entregar o hospital mais cedo à floresta. Todos o aplaudiram de dentro de suas casinhas. Depois veio o segundo porquinho. Fez um hospital mais sofisticado, era feito de Dry Wall e com a ajuda do Leão, conseguiu comprar 20 respiradores que foram superfaturados, pois cada um custava 25 mil e ele comprou por 250 mil cada, depois passou essa conta pro Leão. Que não reclamou, por considerar a vida em primeiro lugar. O terceiro porquinho chegou pro primeiro e falou: -"Esse hospital é provisório né?" Ele respondeu: -"Sim, precisamos de ações rápidas.Estou fazendo minha parte." Daí o terceiro porquinho questionou, se o CoronaMau chegasse, o seu hospital daria conta? Ele disse: -"Sem dúvida. Aqui não tem palhaçada, sacou? heuheu. Palha assada. heuheuheu" Indignado, não só com a piada sem graça, porém sempre prudente, o terceiro porquinho chegou no segundo e fez o mesmo questionamento. -"Se o CoronaMau chegar, seu hospital dará conta?" O segundo porquinho disse: -"Claro, se você quiser faço um igual pra você. Te coloco como meu secretário e você me paga 10% do seu salário, tipo uma rachadinha, topas?" O terceiro porquinho, pensou... Pensou.... Pensou... E pensou consigo: - Cacete! Porque não gravei essa conversa!! Que Ódio desse gordinho!! Mas seguiu firme com seu projeto de hospital. Pediu para que todos na floresta ficassem em casa por 30 dias. E começou a construir sem a ajuda de ninguém. Usou o dinheiro que tinha em caixa, e um fundo de campanha eleitoral, que imaginou não precisar usar no futuro, pois acreditava que a melhor campanha eleitoral de um político, é não usar o do dinheiro do fundo partidário pra se auto promover, mas sim, pra deixar algo pra sociedade. Durante os 30 dias ele sofreu muita humilhação, todos riam de como ele era lerdo. Que com a pandemia, tínhamos que agir com urgência, ninguém mais aguentava ficar em casa. A promessa de pico e toda a ansiedade. Era muita pressão. Mas tinha uma parte da floresta que o apoiava. Do outro lado, os hospitais dos 2 porquinhos seguiam vazios, pois os animais só podiam ir para lá se estivessem muito, muito, muito ruins. Daí quando chegavam lá, duravam só alguns minutos e depois morriam. A TV local contabilizava as mortes todo dia. Até quem morria fora dos hospitais era enterrado com CoronaMau. Um coelhinho saiu pra comprar uma cenoura foi atacado por um urso e foi enterrado como sendo a causa da morte - CoronaMau. Era assim, todo dia. Após 30 dias, ele terminou. Dento do prazo. Seu hospital era lindo, de tijolos. Pois queria deixar algo que não virasse entulho no meio de um estádio de futebol, ou restos de alegorias de um sambódromo. Queria deixar algo funcional. Seu hospital não tinha reboco, faixada, nem pintura. Era cru, feio, mas útil. Ele conseguiu colocar 1000 camas e 1000 respiradores que ele conseguiu por um ótimo preço com os professores da USP. Dava pra atender mais de 50% da floresta toda, só com o hospital dele. Um dia após terminado a obra, o CoronaMau chegou no hospital de palha do primeiro porquinho, e soprou, soprou soprou forte e arregaçou com o hospital de palha. O Porquinho saiu correndo apavorado para o hospital do segundo. Chegando lá, bufante, com as buchechas do Dizzy Gillespie e a voz finihinha gritou: -"Fudeu! O CoronaMau mandou meu hospital pros ares, vamos morrer." Dois minutos chegou o CoronaMau, batendo na porta de Dry Wall querendo entrar. -"Abra a porta!!" Disse o CoronaMau! -"Quero fazer um churrasco com vocês!!". O segundo porquinho, abraçado com o seu irmão, gritou lá de dentro: - "Vai si fudê!" Era claro o desespero naquele momento. Mas o CoronaMau soprou, soprou, soprou e mandou o hospital de Dry Wall foi para os ares. Os dois porquinhos saíram correndo em pânico para o hospital do terceiro irmão e chegando lá, aos berros batiam na porta querendo entrar. Com os 3 porquinhos alí, começou a bater um RAM — o Registro Automático da Memória (Cury, 2000), pois é deles a decisão de privilegiar os acontecimentos negativos e, ver os hospitais voando, foi bem negativo para os porquinhos. Um deles com olhos de Fernando Caruso gritou: -"Vamos morrer!!! Só nós estamos vivos!!! Todos morreram!! Maldito Leão!! Negacionistas do Caralho olha o que vocês fizeram!!" Nisso lá forra o CoronaMau sopra forte e forte e mais forte e nada do hospital sair voando. Eis que o CoronaMau decide entrar pela chaminé. Sim era um hospital quentinho. Rapidamente o terceiro porquinho acende o fogo e coloca um caldeirão de Hidroxicloroquina e azitromicina. O CoronaMau desce pela chaminé e cai dentro do caldeirão fervendo! A partir desse dia, todos puderam sair de dentro e suas casas. Nada era como antes. Instalou-se um novo normal. E como não podíamos deixar de ter, o novo anormal também. O primeiro porquinho passou a vender cadeiras e palha pra vizinhança, o segundo fazia móveis exclusivos de madeira e o terceiro... Bem o terceiro foi eleito o gordinho mais inteligente e se tornou o rei da Floresta. Seu hospital salvou mais de 8 mil vidas, mas teve sua carreira arruinada pela mídia que expôs exaustivamente a morte de duas antas, que tomaram doses excessivas de Hidroxicloroquina e vieram á óbito. Os médicos, dizem que apenas obedeceram o que o rei mandava. Mas isso é outra história... FIM


 
 
 

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